O financiamento imobiliário é o caminho mais comum para realizar a compra da casa própria. Com um bom planejamento, você aumenta as chances de aprovação e consegue condições melhores. Veja o que organizar antes de procurar o banco.
Junte o valor da entrada
Os bancos normalmente não financiam 100% do imóvel. Em geral, é preciso ter uma entrada de pelo menos 20% a 30% do valor, mas o percentual varia conforme o banco, a modalidade e o perfil do cliente.
Quanto maior a entrada, menor o valor financiado e, consequentemente, menos juros você paga ao longo do contrato.
Calcule quanto da renda pode ser comprometida
Os bancos costumam limitar a parcela a cerca de 30% da renda bruta familiar. Antes de simular, some as rendas que vão compor o financiamento e veja qual parcela cabe no seu orçamento com folga, sem esquecer de condomínio, IPTU e manutenção.
Use o FGTS a seu favor
O saldo do FGTS pode ser usado na entrada, para amortizar o saldo devedor ou para reduzir parcelas, desde que algumas condições sejam cumpridas, como:
- Ter pelo menos três anos de trabalho sob o regime do FGTS, somando todos os períodos.
- Não ter outro imóvel residencial na cidade onde você mora ou trabalha, nem financiamento ativo pelo Sistema Financeiro de Habitação.
- O imóvel ser residencial, urbano e destinado à sua moradia, dentro dos limites de valor das regras vigentes.
Confira as regras atualizadas com o banco antes de contar com esse valor.
Entenda a diferença entre SAC e Price
- SAC (Sistema de Amortização Constante): as parcelas começam mais altas e diminuem ao longo do tempo. No total, você costuma pagar menos juros.
- Price: as parcelas são mais estáveis, o que facilita o planejamento, mas o total de juros pago tende a ser maior.
Escolha o sistema de acordo com a sua renda atual e com a sua expectativa para os próximos anos.
Compare o Custo Efetivo Total (CET)
Não compare apenas a taxa de juros. O CET inclui juros, seguros obrigatórios e tarifas, mostrando o custo real do financiamento. Simule em mais de um banco e compare o CET de cada proposta.
Cuide do seu histórico de crédito
Nome limpo, contas em dia e um bom relacionamento com o banco ajudam na aprovação. Se possível, quite pendências e evite assumir novas dívidas nos meses anteriores ao pedido de financiamento.
Separe os documentos
Os bancos costumam pedir:
- Documento de identidade, CPF e certidão de estado civil.
- Comprovantes de renda e declaração de imposto de renda.
- Comprovante de residência.
- Extrato do FGTS, se for usar o saldo.
Depois da aprovação do crédito, o banco também avalia o imóvel e analisa a documentação do vendedor.
Conte com apoio na compra
Um corretor experiente ajuda a encontrar imóveis compatíveis com o seu crédito aprovado e acompanha a documentação até a assinatura do contrato.
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